sábado, 6 de abril de 2013

Estado apresenta proposta de adicional de interiorização aos militares

Proposta de aumento será encaminhada na próxima semana para avaliação

 Representantes do governo do Estado reuniram-se nesta sexta-feira (5), na Secretaria de Estado de Administração (Sead), com uma comissão das associações que representam a categoria dos servidores militares do Estado. O governo apresentou como proposta aos trabalhadores, pagar o adicional, dentro dos mesmos patamares usados para pagar os policiais civis. Segundo a região e o grau de acessibilidade, percentuais entre 10%, 20% e 30%, o adicional será regulamentado em decreto obedecendo à regionalização já estabelecida pela Polícia Militar (PM).

"Após avaliações financeiras e orçamentárias feitas pela Sead, Secretaria de Estado da Segurança Pública, Corpo de Bombeiros Militar, Polícia Militar e Procuradoria Geral do Estado, o governo propõe-se a encaminhar um projeto de lei à Assembleia Legislativa, já no início do mês de maio, para vigorar este adicional em janeiro de 2014", asseverou Alice Viana, titular da Sead. Se a proposta for aceita, cerca de 14 mil policiais que estão no interior do Estado receberão o adicional de interiorização, que nunca foi pago desde que foi estabelecido em lei, em 1991.

Conquistas – O Estado afirma que vários avanços já foram concedidos à categoria, entre eles a política de remuneração, que não deixou acumular perdas, como o reajuste que variou de 22% a 47%; o pagamento do auxílio-fardamento, equivalente a um soldo; a triplicação no valor do auxílio-alimentação, que passou de R$ 100, em 2010, para R$ 350; interstício de 5% para os praças; aumento na gratificação de risco de vida de 50% e 70%; e aumento da jornada extraordinária de 37% com relação à inflação acumulada em 15% nos últimos dois anos, que não só repõe as perdas no período, como propicia um aumento real de 28,75% à categoria. 

O comandante geral do Corpo de Bombeiros, Hilberto Figueiredo, pontuou ainda que todas as dívidas acumuladas de diárias atrasadas já foram devidamente quitadas, tanto aos bombeiros como aos policiais. "Foi feito um imenso esforço para honrarmos com as diárias atrasadas dos senhores, que somavam cerca de R$ 4 milhões", enfatizou.

Aumento – A secretária reiterou ainda os esclarecimentos referentes à política de reajuste salarial para o ano de 2013, no que diz respeito à proposta de 9% concedida ao conjunto das categorias, que representou ganhos reais de 2% no que diz respeito às perdas da inflação em um ano, acrescendo cerca de R$ 36 milhões à folha de pagamento. "No momento, o Estado está impossibilitado de adotar novas medidas imediatas para gastos com pessoal, que já somam 45,75%, extrapolando a folga necessária do limite estabelecido pela Lei de Responsabilidade Fiscal", esclareu. 

"Apesar de o Estado ter tido um crescimento de 15% na arrecadação do ICMS, em 2012 o Pará deixou de receber cerca de R$ 600 milhões pela perda do Fundo de Participação dos Estados, além da benéfica medida adotada pelo governo federal, que desonerou os impostos da cesta básica, mas que impacta diretamente um déficit na receita estadual. O crescimento de 15% do ICMS não se compara à perda de receita em torno de 30% que o Estado sofreu no período", justificou Alice. 

 "Até que haja um crescimento de receita, seja direta ou transferida, e esse percentual sofra modificações, não será possível negociar novas políticas de reajustes salariais, sempre de forma equânime, pensando no conjunto das categorias de servidores públicos", completou a secretária. 

Ao final da reunião, ficou definido que, na próxima semana, a Sead enviará à comissão das associações que representam a categoria dos militares a minuta do projeto de lei que estabelece o adicional de interiorização, para avaliação.

Com informações da Agência Pará

JUSTIÇA DESPORTIVA SUSPENDE CAMPEONATO PARAENSE

O Campeonato Paraense vive dias de indefinições. Após uma série de polêmicas envolvendo o regulamento da competição, a sexta-feira (5) foi cheia de novos capítulos a respeito do campeonato regional que, momentaneamente, está paralisado.

Após a recomendação do Ministério Público Estadual (MPE) de cancelar a rodada semifinal do segundo turno, que seria cumprida neste final, por falta de laudos dos estádios dos respectivos jogos, dessa vez foi o Supremo Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) que executou ordem judicial para paralisar o Parazão.

O pedido de liminar foi feito pelo Santa Cruz de Cuiarana, clube de Salinópolis que não entrou em campo na última rodada da fase de classificação da Taça Estado do Pará, alegando descumprimento do regulamento por parte da federação, já que dois jogos foram remanejados para dias diferentes do estipulado na tabela inicial da competição. O Paysandu, adversário da equipe na ocasião, foi declarado vencedor por W.O.
  

O advogado do Santa Cruz, André Cavalcante, comemorou muito a decisão do tribunal, no Rio de Janeiro. André garante que o Tribunal de Justiça Desportiva do Pará (TJD) tomará as providências nos próximos dias e que a Federação Paraense de Futebol (FPF) será notificada.

“Agora essa situação já não está mais com a gente. O problema não é mais nosso. O presidente do tribunal terá de acatar a ordem e ordenar o que será feito junto à federação paraense de futebol’, disse o advogado com exclusividade ao Portal ORM.


Na dura luta contra a casa do futebol paraense, FPF, com quem o presidente de honra do Santa Cruz teria desentendimentos pessoais, o advogado que presta serviços ao Tigre do Salgado não entrou no mérito, mas diz que o sentimento é de justiça.

“O sentimento é de justiça, de dever cumprido. O sentimento de quem sempre luta pela justiça e pelo regimento das leis. Algumas pessoas precisam pensar menos no eu e começar a pensar mais no nós’, completou.

A reportagem do Portal ORM tenta contato com a Federação Paraense de Futebol. O presidente da FPF, Antonio Carlos Nunes, foi localizado, no entanto, disse desconhecer qualquer informação em relação ao Parazão, em função de não estar no Pará.

Felipe Saraiva (Portal ORM)
Foto: Marcelo Seabra

Educação – Lei obriga matrícula de crianças em escola a partir dos 4 anos

Educação infantil terá carga carga horária mínima anual de 800 horas e controle de frequência

Educação infantil terá carga carga horária mínima anual de 800 horas e controle de frequência (Foto: Arquivo/RBA)

Lei publicada na edição de hoje (5) do Diário Oficial da União determina que os pais matriculem os filhos na escola quando completarem quatro anos e não mais a partir dos seis anos de idade. A mudança estava prevista em emenda constitucional aprovada pelo Congresso em 2009.
 
Agora a determinação foi incorporada na Lei de Diretrizes e Bases (LDB) de 1996, de acordo com o Ministério da Educação. A emenda estabelece que estados e municípios têm até 2016 para oferecer vagas para as crianças nesta faixa etária.
 

Antes da mudança na Constituição, o ensino fundamental era a única fase escolar obrigatória no Brasil. Depois da aprovação da emenda, o ensino passou a ser obrigatório dos 4 aos 17 anos, incluindo a pré-escola, o ensino fundamental e o médio.
 

Os demais itens da Lei 12.796, de 4 de abril de 2013, publicada hoje, atualizam a Lei de Diretrizes e Bases, e prevê que a educação infantil terá carga carga horária mínima anual de 800 horas e controle de frequência nas pré-escolas com frequência mínima de 60% do total de horas.
 

Incorpora a orientação para que o ensino seja ministrado levando em consideração a diversidade étnico-racial e atendimento educacional especializado gratuito aos alunos com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação.
 

A lei determina que a União, o Distrito Federal, os estados e municípios adotem mecanismos facilitadores de acesso e permanência em cursos de formação de docentes em nível superior para atuar na educação básica pública. (Agência Brasil)
 

 

 
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