quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

José Sarney reassume a presidência da República depois de 22 anos

Dilma, Temer e Marco Maia estarão fora do País até sábado

 


Depois de 22 anos, o senador José Sarney (PMDB-AP) assume a presidência da República nesta quinta-feira (13). Como presidente do Senado, Sarney é o terceiro na lista de substitutos no caso da ausência do titular.

Como a presidente da Dilma Rousseff está em viagem internacional desde o último domingo (9), quem estava interinamente no papel de chefe da República era o vice, Michel Temer.

No entanto, Temer também embarcou para Lisboa na noite da última quarta-feira (12), para participar das comemorações do ano do Brasil em Portugal.

Por isso, a presidência foi transferida para o presidente da Câmara dos Deputados, Marco Maia (PT-RS).

No entanto, Maia ficou somente algumas horas como presidente do País. Nesta madrugada ele viajou para o Panamá, onde deve participar de reuniões do Parlamento Latinoamericano. Com isso, Sarney fica na presidência da República até este sábado (15).

A transferência se dá de forma automática e, segundo a assessoria de Sarney, ele não terá nenhuma agenda pública como presidente da República nem terá de assinar nenhum documento enquanto ocupar o cargo.

Na madrugada deste domingo (16), Dilma Rousseff retorna ao Brasil e reassume a presidência.
 
Primeira vez

José Sarney assumiu a presidência da República no dia 22 de abril de 1985, depois da morte do primeiro presidente democraticamente eleito após 21 anos de ditadura, Tancredo Neves.

Sarney era o vice e, por isso, ocupou a presidência até março 1990, quando assumiu Fernando Collor de Mello, vencedor das eleições de 1989.

Sarney está em seu quarto mandato como presidente do Senado e essa é a primeira vez que ele ocupa a presidência da República devido à ausência dos outros dois substitutos.

Fonte: R7.com

PF prende 46 em todo o país por fraudes em vestibulares de medicina

Quadrilha lucrava até R$ 2 milhões em época de provas, disse delegado

 


A Polícia Federal prendeu 46 pessoas até o início da tarde desta quarta-feira (12) em todo o país suspeitas de fraudar vestibulares de faculdades de medicina em vários estados e no Distrito Federal. Uma das sete quadrilhas envolvidas nas fraudes lucrava até R$ 2 milhões na época das provas, de acordo com o delegado-chefe da operação, Leonardo Damasceno.

As investigações da operação, batizada de Calouro, ocorreram durante um ano e seis meses e identificaram fraudes em 53 provas de admissão para cursos de medicina em 11 estados e no Distrito Federal, em unidades de ensino privadas e em algumas estaduais. 

O delegado informou que os candidatos pagavam até R$ 80 mil para conseguir aprovação, obtida por meio do uso do uso de documentos falsos e de cola eletrônica. Em cada prova, as quadrilhas atuavam para beneficiar pelo menos 20 candidatos. 

De acordo com Damasceno, as instituições afetadas pelas fraudes colaboraram com a investigação da polícia e não agiam de forma conivente com as quadrilhas. “As instituições foram pegas de surpresa, pois não tinham dimensão de que eram o grande alvo dessas quadrilhas”, afirmou. 

A PF informou que empresários, um médico, um engenheiro e um estudante de medicina comandavam as quadrilhas e, em um ano e meio, mais de mil candidatos teriam tentado se beneficiar do esquema. Seis líderes dessas quadrilhas foram presos em Goiás e um em Minas Gerais. 

Entre as instituições que tiveram o resultado das provas fraudado, estão a Pontifícia Universidade Católica (PUC) de Campinas, a fluminense Estácio de Sá e a PUC Betim, em Minas Gerais. Também estão na lista a paulista Anhebi Morumbi e a Universidade Católica de Pelotas, no Rio Grande do Sul. 

Distrito Federal - O delegado informou que, no Distrito Federal, pelos menos 60 estudantes tentaram se beneficiar com o esquema em três vestibulares de medicina das Faculdades Integradas da União Educacional do Planalto Central (Faciplac) entre outubro de 2011 e novembro deste ano. 

Dos 70 mandados de prisão emitidos pela Justiça nesta quarta, cinco foram no DF, onde quatro pessoas haviam sido presas até o início da tarde. 

O delegado informou que, antes da operação, cinco quadrilhas já tinham sofrido repressão da polícia por fraudes em vestibulares anteriores, mas continuaram atuando porque os líderes não chegaram a ser condenados. Entre 60 e 70 pessoas também já haviam sido presas, mas continuaram atuando nos esquemas após a soltura, contou o delegado.

 A operação ocorreu em Goiás, Mato Grosso, Rondônia, Bahia, Rio Grande do Sul, São Paulo, Espírito Santo,Santa Catarina, Minas Gerais,Rio de Janeiro, Pará e Distrito Federal.  

Fonte: G1

Dilma anuncia construção de 800 aeroportos regionais no país

Cada cidade com até 100 mil habitantes deverá ter um aeroporto a, no máximo, 60 km de distância

 

A presidenta Dilma Rousseff disse hoje (12), em Paris, que o governo pretende criar cerca de 800 aeroportos regionais no país. Segundo presidenta, pelo projeto, cada cidade com até 100 mil habitantes deverá ter um aeroporto a, no máximo, 60 quilômetros de distância. “É uma necessidade também importante para o crescimento do país”, disse Dilma a empresários franceses, após participar do seminário empresarial Desafios e Oportunidades de uma Parceria Estratégica.
 
Dilma falou sobre a importância da privatização de grandes aeroportos e da recapacitação da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) e ressaltou a necessidade de interiorização do transporte aeroviário num país continental como o Brasil. A presidenta enfatizou a importância de fortalecer a aviação regional no país, 'diferenciada da aviação de longo alcance'. Segundo ela, é preciso interiorizar o transporte aeroviário no Brasil. 'Nós precisamos de médias empresas regionais de aviação.”
 
 Além de um aeroporto a no máximo 60 quilômetros de distância em municípios com até 100 mil habitantes, a presidenta defendeu a construção de aeroportos nos pontos turísticos do país e disse que o governo tem recursos para isso. “Nós temos recursos para isso – originários até das outorgas que cobramos dos aeroportos, dos grandes aeroportos.” 
 
A presidenta também confirmou que o governo deve lançar, até amanhã (13), o edital para o leilão da primeira etapa do trem de alta-velocidade que ligará Campinas, São Paulo e Rio de janeiro. O edital foi aprovado na última semana pelo Tribunal de Contas da União com ressalvas. “Amanhã, daremos um passo decisivo porque o trem de alta velocidade, que será licitado em dois momentos, começa a ter a sua licitação de tecnologia – licitam-se a tecnologia a ser adotada e o operador, e, na sequência, escolhe-se e licita-se a construção.” 
 
Fonte: Estadão Conteúdo

 
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