segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Madeireiros disparam contra fiscais do Ibama, indígenas e policias em Paragominas


Fiscais do IBAMA, policiais militares e índios foram alvos de tiros disparados neste domingo por madeireiros na terra indígena alto rio Guamá, nas imediações do município de Paragominas, no Pará, enquanto faziam a medição de madeira apreendida na área. O ataque foi divulgado pelo ministério público federal paraense, que pediu reforço policial urgente e alertou a polícia federal, a funai (fundação nacional do índio) e a secretaria de segurança pública do pará.

De acordo com o mpf, não há notícia de feridos, mas um índio e dois policiais estariam perdidos na mata, sem contato. Segundo nota divulgada pelo ministério público, a equipe que avaliava o volume de madeira apreendida teria sido surpreendida por madeireiros, que atiraram contra o grupo.
“há relatos de que os agentes foram rendidos e se encontram perdidos no local. A funai informou, ao telefone, que os madeireiros retiveram as armas dos agentes. Um indígena está perdido. Solicito, com urgência, o apoio desse batalhão, para conter os conflitos, resguardar a integridade das pessoas envolvidas e assegurar a madeira derrubada”, escreveu o procurador da república gustavo henrique oliveira, de paragominas, em ofício enviado ao batalhão de polícia ambiental do pará, conforme a nota.
Em ofício à pf, ele relatou: “ressalto que os fiscais do ibama e os policiais do bpa foram rendidos no local. Houve negociação para que fossem soltos. Porém, há relatos de que dois policiais continuam na terra indígena, perdidos.”
O mpf informou que o ataque teria ocorrido no município de nova esperança do piriá, na divisa com paragominas, num local de difícil acesso. Segundo a nota, há informações de que os madeireiros teriam se apossado das armas dos fiscais e dos policiais. O ministério público diz que a madeira foi apreendida no ano passado, depois de extraída ilegalmente da terra indígena, mas só agora o ibama pôde fazer a medição para posterior retirada.
Fonte: blog do bruno nascimento, com informações do MPF/PA

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Eike perde título de mais rico do Brasil em ranking da Bloomberg

Bilionário foi superado por Jorge Paulo Lemann, da InBev.
Fortuna de Eike caiu quase à metade desde o final de março.

 
Foto: Eike perde título de mais rico do Brasil em ranking da Bloomberg
 
 
O empresário Eike Batista, do grupo EBX, perdeu nesta sexta-feira (30) o posto de homem mais rico do Brasil, segundo ranking da Bloomberg. O posto, agora, pertence ao investidor Jorge Paulo Lemman, da InBev.

A fortuna de Eike está hoje estimada em US$ 18,6 bilhões quase metade do que ele possuía no final de março, ainda de acordo com o ranking de bilionários da publicação. Lemman, por sua vez, tem US$ 18,9 bilhões.

Até quinta-feira, o ranking mostrava Eike na 35ª posição entre os maiores bilionários do mundo, com US$ 18,9 bilhões, duas posições acima de Lemman, com US$ 18,7 bilhões.

A "virada", segundo a Bloomberg, ocorreu com a queda das ações da OSX – a fabricante de navios de Eike Batista, de 6,35% nesta sexta, enquanto as ações da ABInBev subiram 1,3%.

De janeiro a setembro, as empresas de Eike Batista tiveram prejuízo de R$ 1,68 bilhão – 64% superiores ao prejuízo acumulado ao longo de todo o ano passado, que foi de R$ 1,02 bilhão, segundo dados da consultoria Economatica.

Jorge Paulo Lemman controla, junto com os empresários Marcel Telles e Carlos Alberto Sicupira, a Anheuser-Busch InBev, maior fabricante de cerveja do mundo. Por meio do fundo 3G Capital, os três controlam ainda a rede de fast food Burger King e as Lojas Americanas.

Segundo a "Bloomberg", Eike Batista afirmou, em e-mail, que o Brasil "merece ter mais brasileiros na lista" de bilionários, mas não quis comentar sobre a perda de posição no ranking.


Forbes

Em agosto, a revista "Forbes" colocava os dois empresários em "empate técnico". Segundo os cálculos da revista, o patrimônio de Eike somava R$ 30,26 bilhões, enquanto Lemann possuía R$ 29,3 bilhões.
 
Fonte: G1.com


quinta-feira, 29 de novembro de 2012

STF conclui cálculo das penas dos 25 condenados no mensalão

Juntas, as multas a todos os condenados somam R$ 22,373 milhões.
Na próxima semana, Supremo discutirá se determina perda de mandatos


Após 49 sessões de julgamento, o Supremo Tribunal Federal (STF) concluiu nesta quarta-feira (28) o cálculo das penas dos 25 condenados no processo do mensalão. Para o tribunal, ficou comprovada a existência do esquema de compra de apoio político no Congresso a fim de favorecer o governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Juntas, as multas a todos os condenados somaram R$ 22,373 milhões, em valores referentes a 2003 e 2004 que ainda serão corrigidos pela inflação no período. Se pudessem ser somadas, as penas aos réus chegariam a cerca de 280 anos de prisão

Na próxima sessão, marcada para quarta (4), a corte deve discutir as questões pendentes do julgamento, como a perda dos mandatos para os três deputados federais condenados – João Paulo Cunha, Valdemar Costa Neto (PR-SP) e Pedro Henry (PP-MT) –, o ajuste das penas e multas, e o pedido de prisão imediata feito pelo procurador-geral da República, Roberto Gurgel

Penas
Nesta quarta (28), os ministros definiram a pena do delator do mensalão, Roberto Jefferson, do ex-presidente da Câmara João Paulo Cunha, e do ex-primeiro-secretário do PTB Emerson Palmieri.
Jefferson foi beneficiado com redução de pena por ter colaborado com as investigações e não terá que cumprir a punição em regime fechado. A pena total do ex-deputado ficou em 7 anos e 14 dias, além de multa de R$ 720,8 mil, em valores que ainda serão corrigidos pela inflação desde 2003. Jefferson deve cumprir pena em regime semiaberto, no qual o réu pode deixar o presídio para trabalhar.

O deputado federal João Paulo Cunha foi condenado a 9 anos e 4 meses de prisão e, portanto, deverá cumprir a pena em regime inicialmente fechado - as penas de prisão superiores a oito anos são cumpridas nessa modalidade. A multa aplicada ao réu é de R$ 370 mil.

Dos três réus que tiveram a pena calculada nesta tarde, Emerson Palmieri foi quem recebeu a punição menos severa: quatro anos de reclusão, mais multa de R$ 247 mil. A pena de prisão foi substituída pela restritiva de direitos.

Pela decisão de Joaquim Barbosa, Palmieri terá que pagar 150 salários mínimos (no montate vigente à época do crime, de R$ 260), o equivalente a R$ 39 mil, em favor de entidade pública ou privada sem fins lucrativos. Também será proibido de exercer cargo, função ou atividade pública, bem como mandato eletivo pela mesma duração da pena privativa de liberdade substituída, ou seja, 4 anos.

Discussão
O fato de o ex-presidente do Supremo Tribunal Federal Carlos Ayres Britto ter se aposentado sem deixar a pena fixada para o deputado federal João Paulo Cunha (PT-SP) no crime de lavagem de dinheiro causou impasse no plenário da corte nesta quarta.

Britto se aposentou em 17 de novembro sem deixar as penas fixadas para 15 réus, embora tenha votado sobre se deveriam ser condenados ou absolvidos.

No entanto, a ausência da pena fixada só fez diferença no caso da lavagem de João Paulo Cunha, que foi condenado no começo do julgamento por 6 votos a 5 votos, quando o também ex-ministro Cezar Peluso, que se aposentou no fim de agosto, também estava presente.

Para o ministro Marco Aurélio, caso o voto de Ayres Britto sem a dosimetria (tamanho da pena) não fosse considerado, haveria um empate de cinco a cinco que favoreceria Cunha. Nesse caso, ele poderia ser absolvido no crime de lavagem.

Houve discussão entre os ministros e a questão foi colocada em votação. A maioria decidiu que a pena poderia, sim, ser fixada por cinco ministros.

PENAS FIXADAS PELO STF PARA RÉUS CONDENADOS NO PROCESSO DO MENSALÃO *
RéuQuem éPena de prisãoMulta
Marcos Valério"Operador" do mensalão40 anos, 2 meses e 10 diasR$ 2,72 milhões
Ramon HollerbachEx-sócio de Valério29 anos, 7 meses e 20 diasR$ 2,533 milhões
Cristiano PazEx-sócio de Valério25 anos, 11 meses e 20 diasR$ 2,533 milhões
Simone VasconcelosEx-funcionária de Valério12 anos, 7 meses e 20 diasR$ 374,4 mil
Rogério TolentinoEx-advogado de Marcos Valério8 anos e 11 mesesR$ 312 mil
José DirceuEx-ministro da Casa Civil10 anos e 10 mesesR$ 676 mil
José GenoinoEx-presidente do PT6 anos e 11 mesesR$ 468 mil
Delúbio SoaresEx-tesoureiro do PT8 anos e 11 mesesR$ 325 mil
Kátia RabelloEx-presidente do Banco Rural16 anos e 8 mesesR$ 1,5 milhão
José Roberto SalgadoEx-vice-presidente do Banco Rural16 anos e 8 mesesR$ 1 milhão
Vinícius SamaraneEx-vice-presidente do Banco Rural8 anos e 9 mesesR$ 598 mil
Breno FischbergSócio da corretora Bônus Banval5 anos e 10 mesesR$ 572 mil
Enivaldo QuadradoSócio da corretora Bônus Banval5 anos e 9 mesesR$ 28,6 mil
João Cláudio GenuEx-assessor parlamentar do PP7 anos e 3 mesesR$ 520 mil
Jacinto LamasEx-tesoureiro do extinto PL (atual PR)5 anosR$ 260 mil
Henrique PizzolatoEx-diretor do Banco do Brasil12 anos e 7 mesesR$ 1,316 milhão
José BorbaEx-deputado federal do PMDBPena restritiva de direitos (proibição de exercer cargo público bem como mandato eletivo pela mesma duração da pena privativa de liberdade substituída, ou seja, 2 anos e 6 meses) e 300 salários mínimos, no montate vigente à época do crime, de R$ 240, no valor de R$ 72 mil, em favor de entidade pública ou privada sem fins lucrativos.R$ 360 mil
Bispo RodriguesEx-deputado federal do extindo PL6 anos e 3 mesesR$ 696 mil
Romeu QueirozEx-deputado federal do PTB6 anos e 6 mesesR$ 828 mil
Valdemar Costa NetoDeputado federal do PR (ex-PL)7 anos e 10 mesesR$ 1,08 milhão
Pedro HenryDeputado federal pelo PP7 anos e 2 mesesR$ 932 mil
Pedro CorrêaEx-deputado pelo PP9 anos e 5 mesesR$ 1,132 milhão
Roberto JeffersonEx-deputado pelo PTB7 anos e 14 diasR$ 720,8 mil
Emerson PalmieriEx-secretário do PTBPena restritiva de direitos (proibição de exercer cargo público bem como mandato eletivo pela mesma duração da pena privativa de liberdade substituída, ou seja, 4 anos) e 150 salários mínimos, no montate vigente à época do crime, de R$ 260, no valor de R$ 39 mil, em favor de entidade pública ou privada sem fins lucrativos.R$ R$ 247 mil
João Paulo CunhaDeputado pelo PT9 anos e 4 mesesR$ 370 mil
* As penas e multas ainda podem sofrer ajustes, para mais ou para menos, até o final do julgamento.

Veja abaixo a relação de todos os condenados e absolvidos e as acusações a cada um:

RÉUS CONDENADOS
- Bispo Rodrigues (lavagem de dinheiro e corrupção passiva)
- Breno Fishberg (lavagem de dinheiro)
- Cristiano Paz (corrupção ativa, peculato, lavagem de dinheiro, formação de quadrilha)
- Delúbio Soares (corrupção ativa e formação de quadrilha)
- Emerson Palmieri (lavagem de dinheiro e corrupção passiva)
- Enivaldo Quadrado (formação de quadrilha e lavagem de dinheiro)
- Henrique Pizzolatto (corrupção passiva, peculato e lavagem de dinheiro)
- Jacinto Lamas (lavagem de dinheiro e corrupção passiva)
- João Cláudio Genu (formação de quadrilha, lavagem de dinheiro e corrupção passiva)
- João Paulo Cunha (corrupção passiva, peculato e lavagem de dinheiro)
- José Borba (corrupção passiva)
- José Dirceu (corrupção ativa e formação de quadrilha)
- José Genoino (corrupção ativa e formação de quadrilha)
- José Roberto Salgado (gestão fraudulenta, lavagem de dinheiro, evasão de divisas, formação de quadrilha)
- Kátia Rabello (gestão fraudulenta, lavagem de dinheiro, evasão de divisas, formação de quadrilha)
- Marcos Valério (Corrupção ativa, peculato, lavagem de dinheiro, evasão de divisas e formação de quadrilha)
- Pedro Corrêa (formação de quadrilha, lavagem de dinheiro e corrupção passiva)
- Pedro Henry (lavagem de dinheiro e corrupção passiva)
- Ramon Hollerbach (corrupção ativa, peculato, lavagem de dinheiro, evasão de divisas e formação de quadrilha)
- Roberto Jefferson (lavagem de dinheiro e corrupção passiva)
- Rogério Tolentino (lavagem de dinheiro, corrupção ativa, formação de quadrilha)
- Romeu Queiroz (lavagem de dinheiro e corrupção passiva)
- Simone Vasconcelos (lavagem de dinheiro, corrupção ativa, evasão de divisas, formação de quadrilha)
- Valdemar Costa Neto (lavagem de dinheiro e corrupção passiva)
- Vinícius Samarane (gestão fraudulenta e lavagem de dinheiro)

ABSOLVIÇÕES PARCIAIS (réus que foram condenados em outros crimes)- Breno Fischberg (formação de quadrilha)
- Cristiano Paz (evasão de divisas)
- Jacinto Lamas (formação de quadrilha)
- João Paulo Cunha (peculato)
- José Borba (lavagem de dinheiro)
- Pedro Henry (formação de quadrilha)
- Valdemar Costa Neto (formação de quadrilha)
- Vinícius Samarane (formação de quadrilha e evasão de divisas

RÉUS ABSOLVIDOS- Anderson Adauto (corrupção ativa e lavagem de dinheiro)
- Anita Leocádia (lavagem de dinheiro)
- Antônio Lamas (lavagem de dinheiro e formação de quadrilha)
- Ayanna Tenório (gestão fraudulenta, lavagem de dinheiro, evasão de divisas e formação de quadrilha)
- Duda Mendonça (lavagem de dinheiro e evasão de divisas)
- Geiza Dias (lavagem de dinheiro, evasão de divisas e formação de quadrilha)
- João Magno (lavagem de dinheiro)
- José Luiz Alves (lavagem de dinheiro)
- Luiz Gushiken (peculato)
- Paulo Rocha (lavagem de dinheiro)
- Professor Luizinho (lavagem de dinheiro)
- Zilmar Fernandes (lavagem de dinheiro e evasão de divisas)
Fonte: g1.com

 
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